Fatale


13/03/2006


Constelação

O olhar que penetra, a atração corporal imortal, o medo que destrói a sedução que liga e a paixão que segura, eu e você.

Nada existe, tudo resiste a nós dois.Tudo se redime, a força que nos liga é sublime e altiva.Alto, baixo planalto, depressão... igualam-se diante de meu olhar central.

Em algum momento de delírio vejo nós a sós.O que há entre o céu e a terra?Uma constelação de luxuria e volúpia, dois corpos incandescentes vorazes pela chama da paixão.

Você existe, o resto desisto ou duvido nesse instante que tenha tanta importância!Duas bocas, uma vontade.Duas estruturas e uma só coluna de sustentação.

A física talvez tente explicar o que sentimos um pelo outro, há ação e reação.Medo e desejo capazes de alavanca algo esplendido entre você e eu.

Tornar-se-á amor?Amarás-me eternamente?Pouco importa nesse instante de inconsciência instantânea.

O que quero esta objetivamente estampado em meu olhar insistente.Tem tudo o que há de perfeito dos pecadores do Éden.

Não é admirável, sim indagável, por tamanha esplendida inequação.

Não desperta afeto... e sim paixão!Amor.

Não consome pensamentos...faz me sentir sedutor incapaz de controlar meus anseios.

Constelação.

Despido pelas garras do pecado estou...tesão formidável que me leva ao prazer invejável, ao extremo do gozo humano as garras de seu poder intransigente.

Nossa paixão, fora de qualquer decência e medo nos conserva em  destaque.Somos eu e você.Eu e você...apenas dois corpos capazes de transformar um mundo numa só coisa...

O que faz isso não é apenas uma estrela, mais sim uma constelação de beleza, paixão, desejo, sedução e volúpia de um desejo inimaginável.

 

Elvis Cley Matos Almeida

28/01/2006

Categoria: De Elvis Cley Matos
Escrito por Elvis Cley às 19h32
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A paisagem

Imensos rios e pequenos riachos surgem ao longo do foco da retina, rodeados de belos pássaros que livremente encantam seus amores e a nós próprios.Cartão postal da alma.Lugar de prazer profundo e de paixão sublime.

Tudo se enreda; rodeado pelos grandes feitos naturais encontra minha ilusão, minha paixão, meu amor!A imensidão torna-se dispersa e a pequenez diversa, os troncos folheados lisonjeio; ali estando o ápice de tudo que quero e amo.

Harmonia há no olhar...como nos dias que observo o por do sol, sonhando longe em perfeita sinfonia.O olhar se completa no horizonte diante de meus olhos, na imaginação e na concretização deste diante de meu olhar.

Sua pele, sob o sol de verão, torna-se desejável como a maçã vermelha...despertando calor e tesão, comparando ao que sentimos a saborear a surpreendente fruta.Nosso olhar cruza-se, eclusa e despeja desejo como um filete de água na foz de um grande rio.Esse rio tem quantias incontáveis de riachos, sendo estes denominados conforme minha promiscua imaginação e desejo.

Nossa aproximação acontece como o dia e a noite, ao termino da experiência de mais um dia.Assim como a grande estrela e apaixonante satélite, namorando desde o entardecer, chegando a paisagem louvável do anoitecer.O medo extremoso de não ter-lhe vai-se com o ultimo raio de sol e completa-me com o brilho lunar da paixão correspondida.A noite nos ama, eu te amo.

O céu e a terra, o mar e a praia, os peixes e as águas o universo e as galáxias, todos tocados pela imensa paisagem da qual ambos estão em harmonia fundamentalmente posicionados.

 

Elvis Cley Matos Almeida

28/01/2006

Categoria: De Elvis Cley Matos
Escrito por Elvis Cley às 09h33
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Indagação

A indecência do que vejo ser, não se pode comparar a que provavelmente irei ter se no decorrer de janeiros alcançados, continuar a acumular. A mentira da vida torna tudo um sonho inadimplente do que fomos e somos. A arrogância do desejo não correspondido torna a alma inconscientemente ofuscada. Ao visto do que se vê, os olhos estão carregados de belas imagens desejadas e repugnadas. O ódio da alma me transforma num suicida pacifico que todo o dia após o romance assistido vê que nem de desgraças como as acompanhadas, sua vida consegue empolgar. O drama infernal entre eu e eu mesmo parece muito alusivo aos meus pensamentos, para ter importância a alguém, ate mesmo à gloriosa Divindade Eterna. Descrever o amor, e sentir ilusão, mediante a solidão da vida é o mesmo que desejar o fogo da paixão e sentir apenas um apreço não correspondido. Tudo está perfeitamente diluído, se houver uma inútil repressão vulgar. A vida vaia a cada momento mal vivido, desperdiçado ou não visto. A atitude da vida, que tive apenas quando dei o primeiro respiro ao nascer, falta em mim hoje. A indecência do meu espírito pessoal incomoda mais que os discursos moralistas dos “caras” da capital... Talvez hoje crie vida!Crie algo importante, não continue comum e inerte e indecente comigo mesmo. Quem sabe vou parar e agir; refletir já não é mais uma boa sugestão..., a vida às vezes se cansa com isso!O tempo não para. Indago e digo tudo o que disse pode não fazer o menor sentido!Conclui, após uma reflexão...

Categoria: De Elvis Cley Matos
Escrito por Elvis Cley às 09h31
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