naufragam, eu, um humano... não te faço feliz?Vamos Paola... não chores.
Não és a única que tens uma vida ao seu dispor e não sabes usá-la a seu favor.Mas olhe para mim.Dê-me atenção por favor.Eu,...te faço feliz?Sabes o que sentes a me ver?Minha alma figurada na cara uma imagem que você desconhece, não sabes se sou eu ou quem foi... definitivamente...isto não te faz feliz.
Paola chorava.
__Pois vamos meu amor, não chores. A aparência castiga os feios, ilude os vaidosos e destrói os de quem dela vive.
Com a cabeça entre as pernas, Paola, ouvia silenciosamente as palavras de Henrique.
__Agora, seja mulher... olhe para mim, e dê-me atenção... Por favor!Eu te faço feliz? Sabes que morreria por ti? ...Você me matou, Paola. Eu estou morrendo.
__Melhor assim, meu amor. - e acariciou o rosto de Henrique. - Certamente nossa historia findaria. E seria triste. Muito triste. Ao menos assim, temos um Grand finale. O que acha? – riu, e chorou.
__Chame o médico. Ajude-me. Não me deixe, morrer. Daria a minha vida por você.
__Não, você mente. Você é só um idiota apaixonado. Você nunca me amou. Se assim fosse não teria me deixado varias vezes. Senti tanto sua falta.
__Eu te amo, Paola. Eu te amo. Eu te perdôo. -disse chorando, e com a voz limitada. - Desde o dia que nos vimos à primeira vez eu te amei, sempre assim foi, desde então, eu tentei,... Tentei mas não consegui. Quis deixar de amá-la, mas tudo o que consegui foi sofrimento e dor. Perdoe-me por tudo. Eu fracassei você precisou de mim, e eu te deixei... Mas agora terminou, e é definitivo.
Henrique morrera.
Paola olhou, e os olhos de Henrique a fitavam atentamente. Era um olhar de piedade, de amor e de paixão. Mas já era um olhar sem vida.
Não era engano. Era carinho. Não era mentira. Era lealdade.
__Não. – disse, enxugando suas lagrimas.
Agora era claro. Era mesmo perfeito. Não era ilusão. E porque havia feito aquilo. Por que tanto ódio do amor?
__Não pode ser? Ah meu Deus, por favor. Não!- e debruçou-se sobre Henrique. Este homem meu amou... o único! E eu o matei... Não, porque me deixou fazer isto? Ai que desgraça é a minha vida, maldita à hora do pecado que me originou.
...