Fatale

Contos


18/09/2006


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DONA DE UMA VIDA...

O sol naquele dia era límpido.Paloma Zirddanhy caminhava pelo bosque de sua imensa mansão.Era um dia incomum.Seu cabelo, ganhava brilho extra com os raios de sol transpassando seus fios.O corpo esguio de uma mulher admirável, fazia-se notável diante de outras tantas belezas naturais, características de tão bela paisagem.O andar era firme, o olhar profundo e alvejante, indiscutivelmente linda...

Era final de outono.Entre folhas do jardim, uma mulher de beleza singular,  aflorava despercebida entre seus inúmeros serviçais, buscando algo.Observava a flor, que mais amava.Hortência.Não sei por que, sinto-me tão amada quando estou perto dessa flor.Naquele dia, acreditava de alguma forma, que completava quarenta anos.Anos estranhos, vividos por uma criatura, que se alto nomeava...Dona de uma vida,vida inventada por uma artista, que buscava de alguma forma entender seus momentos de ilusão.

Esse dia era especial.Uma grande festa fora preparada, sob os mínimos detalhes, para surpreende-la.Ao ar livre um grande bufe fora servido.Apos contemplar tamanha exuberância a diva prazerou seus admiradores com uma dança esplendida, o tango, flutuando no centro do salão, observada pelos grandes, da arte contemporânea.Seus passos precisos e elegantes surpreendiam ate mesmo os que continuamente  a contemplava.Bailarina espetacular, que fazia de cada apresentação o palco de uma arte única, figurada na emoção de uma atriz admirada mundialmente.

Pensava no espetáculo que havia encenado, diante de figuras únicas, e um vazio incompreendia  tamanha gloria.

__Senhora- interrompe, o mordomo-, nos não queríamos importuna-la, mas desde o amanhecer um homem impertinente e mal encarado, insiste em  lhe falar.A segurança imobilizou o homem, mas ele insiste, que precisa falar com a senhora.É um senhor de idade.Ele agrediu, uma de suas criadas e parece estar possuído.Como hoje é um dia tão especial havíamos vetado-a desse constrangimento, mas já não sabemos o que fazer para dete-lo.

Paloma, finge não ouvir.Certamente pensa  que se trata de mais um fã desesperado, ou de um paparazzo intransigente, loucos por um minuto de especulação.

Escrito por Elvis Cley às 18h03
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...

__Desculpe-me!Não devia ter retraído seus pensamentos.

A mulher levanta e segura seu subordinado, que lhe virava as costas.

__Você dança, muito bem.

__Eu também acho!-deixa escapar, involuntariamente,  ao fixar o olhar no ocular marcante, da patroa-

Paloma, sorri.Um riso voluntário, que nunca havia sido estampado em paginas de jornais e revistas.

__Desculpe minha irreverência, senhora.-retrai-se  o mordomo, Sergio Pratão, ao perceber a gafe por ele dita-.

__Não há do que se desculpar.Em vinte anos de serviços, você nunca me agradou tanto, quanto hoje.Deu show, em todos que se aventuraram a levar uma dama.Levando-me elegantemente, e fazendo-me sentir infinitivamente bem.

__Obrigado, Dona Paloma.

__Eu não sei por que insiste em me chamar de Dona Paloma.

__Simples.A senhora me chama de mordomo, serviçal...

__Seu nome é Sergio.

__Sim.

__Sergio, do que?

Naquele instante Sergio sente-se coagido.E não responde.

__Diga serviçal.- insiste Paloma-

__Sergio Pratão.

Uma arvore cai, atrás de Paloma, ao ser cortada pelo jardineiro.

__Que nome!Dá-me, arrepio...

__É estranho, mesmo.

__Sua família deve ser, descendente de italianos.Zirddanhe é um nome francês, um belo nome.Nunca procurei saber o que significa, mais certamente não tem haver com minha historia...alias, historia e passado ocupam uma lacuna obscura em minhas lembranças.

__Falando em obscuro, houve muito que ficaram pretos de raiva com o que fez.

__Dançar, com um belo cavalheiro?

Escrito por Elvis Cley às 17h55
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__Pode ser...mas houve quem contestasse sua audácia, ao dispensar os maiores dançarinos da festa, e dançar com seu mordomo.

__A sempre quem conteste algo.A festa foi ótima, há muito tempo que não sentia o que senti hoje.Vocês foram ótimos.Não sei como conseguiram organizar uma festa tão luxuosa sem que eu estivesse idéia de sua existência, sendo que sempre, tenho de dar ordens quando quero que meus bailes saiam no mínimo, descentes.

__Eu fui quem providenciou tudo.

__E mesmo assim ainda se fez de rogado, quando ordenei que portasse ao meu lado numa dança.É merecedor de muito mais.

__Desculpe interferir senhora -diz uma moça-, mas a segurança gostaria de saber o que fazer com o homem da portaria.

__Você não deveria estar aqui, Hortelá.-antecipa o mordomo, não gostando da atitude da empregada-.

__Disse bem, Sergio.Eu não gosto, quando vocês resolvem atrapalhar meu passeio no bosque.

__Desculpe senhora.

__Afinal por que vocês já não mandaram esse ser, pra jaula?Eu não vou falar com essa criatura, o que pensam?-Paloma as vezes perdia a paciencia com os servicais.Apesar de muito competentes, importunavam muitas vezes com suas pecuinhas, como a propria dizia-.

__Bem, ele diz que é- Paloma a interrompe-

__Hortelá eu não tenho interesse em saber o que esse senhor mal educado diz.Você por favor, vá.Mande retira-lo dos arredores, com a policia, se for preciso!

Prontamente a jovem, some entre as arvores a caminho do que fora ordenada.

Sergio ficara parado, enquanto Paloma distanciava a caminho do lago.

De seus Trinta e cinco anos, vinte foram devidamente associados àquela mansão.Acompanhara toda a trajetória de Paloma Zirddanhe, tornara-se amigo.Começou limpando os jardins e há muito, assegurava os mimos da beldade.Mesmo assim, a mulher idolatrada surpreendia, a cada suspiro.

Era de admirar os trajes galantes do mordomo.Aparentava menor idade, e seus traços masculinos eram delineados vaidosamente pelos olhos femininos, que os viam certamente com outros pensamentos.A voz era grave e suave.Os

Escrito por Elvis Cley às 17h54
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...

cabelos aos ombros.A boca apetitosa como uma maça, de curvas ressaltadas, em um belo olhar.

Olhar que observava o céu, no cair da noite cuidando do final de mais um dia...

__Chamem Dona Paloma.O jantar já esta a mesa.

__Ela acaba de interfonar dizendo que pode retirar o jantar e pedindo que preparasse a sobremesa dela.

__Marrom Glacê com creme, acompanhado de morangos envoltos em leite condensado.Vou providenciar e em seguida você leva.

A noite era fria, o inverno chegava aos poucos.Da sacada do quarto Paloma, observava o céu estrelado, e a lua cheia brilhando no horizonte.Lembrava de Romeu & Julieta, “Beijarei seus lábios:quem sabe ainda encontro um resto de  veneno, para salvar-me e morrer com um beijo”... final trágico-romântico, da obra de Shaskespeare, protagonizada muitas vezes por ela nos palcos do Teatro  Municipal de São Paulo.

Pensava tanto...era uma mulher calculista.Todo seu sucesso  poderia ser resultado de tantas perspicácias.Sua inteligência era magnânima, envaidava a todos com seu porte, teorizando a respeito dos mais diversos assuntos, porem sendo um desastre concebido, no amor.Amar é viver por intermédio de sentimentos, de incertezas, figuradas no consciente, que são inconseqüentes...tornando assim algo que não busco para mim... a loucura.Repetia sempre para si, difundindo pelos teimosos inconscientes de seu corpo a conspiração anteamor.

__O que você esta querendo?Enlouqueceu de vez, Paloma Zirddanhe?

Ninguém a ouvia, era tarde da madrugada e ela continuava inventando meios de esquecer.Inquieta, mas decidida, rompe os ventos que adentram no quarto levantando bruscamente.

__Não estou, nem ai.Alo, Braga?-falando no celular- Sou eu, Paloma Zirddanhe, você esteve hoje em casa mas não tivemos tempo de falar.

Do outro lado da linha Gilberto Braga, não entende nada.

__Sim, Paloma.Não quis atrapalhá-la, estava acompanhada de seu mordomo. Diga o que quer falar- achando estranho, ao olhar para o relógio-

Paloma não sabe o que dizer, Não devia ter ligado.

__Ah, você reparou que era o mordomo...Perceptivo!Você havia me feito convite, para protagonizar sua próxima novela...a produção vai gravar em Nova York, é isso?

Escrito por Elvis Cley às 17h54
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...

Braga,e Paloma eram amigos a muito tempo.Trabalhavam juntos, e nutriam um pelo outro um sentimento único, Só de amizade....diziam.

__Você já aceitou, o papel é seu.Sem você não há novela.O que esta querendo?

Paloma, desconcerta.                  

__Nada.Desculpe importuna-lo a essa hora.Amanhã, cedo, vou para Copacabana, e depois passo em sua casa.Boa Noite.Tchau.- e desliga-Devia ter falado.Que ódio.O que há nisso?Quem mais alem dele, poderia resolver com você...

Com raiva, começou a pensar.São anos de amizade  não posso estragar com isso, meu Deus.O que vai pensar de mim?Descia as escadarias que dava para sala, saltos no tapete vermelho.Sua camisola, azul fatal, rastejava no ultimo degrau.

__Aconteceu algo?

Paloma, assusta-se, e volta-se para a direita, procurando a voz.

__Ahn.O que faz assim, pela casa, indecente?

A criatura estava despojada.

__Desculpe Senhora, estava com sede.

__Você esta e procurando alguém.Vocês não têm vergonha mesmo.Fazem da minha casa um motel suburbano.Isso é que dá, acolher moças desamparadas, e rapazes mal intencionados.

__Vou para meu quarto.

__Olha aqui!Você nunca mais faça isso.-agarrando-lhe o braço-Nunca mais.

Puxa Sergio, contra seu peito metendo-lhe um beijo avassalador.

Repentinamente, os dois se afastam.

__Dona Paloma? –assustado, diz o mordomo-

__Que dona, o que?Você que é meu senhor.Meu dono, meu homem.

Paloma puxa-o de volta roubando outro beijo.

No centro de um cenário escuro, as vidraças refletem a luz da lua que enfoca grande amor.

As mãos suadas, por medo, de Paloma, agora solicitam as belezas de Sergio.Sente o cabelo sedoso, de fios que transpiram essência.O homem

Escrito por Elvis Cley às 17h53
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...

__Não.-levando a mão na cabeça, no instante exato em que viabiliza a criatura, como num choque instantâneo-.

Sergio, chegara atrasado.A porta já se abrira e sua amada descobrira tudo.

Fleches e espadas rasgavam a memória de Paloma.Seu espírito voltava para o principio do fim...

__Solta minha mãe.-gritava a jovem ingênua-

__Você esta defendo essa vagabunda, Hortência?

__Eu não, seu patrão esta mentindo.Nossa filha, não é uma vagabunda.Ele quer separa-la do filho dele.O único vagabundo aqui dentro de casa é você, que toma cachaça, acabando com o dinheiro, chegando em casa espancando a mulher e a filha.-responde a mulher revoltada com a situação-

__Vagabunda é você.-metendo o murro na mulher, que cai no chão desacordada-.

__Olha o que você fez!-diz a garota, que presenciava tudo-.Minha mãe esta sangrando.Meu deus ela ta abortando o bebê.Assassino, desalmado.-partindo para cima do homem, em defesa da mãe, que desfalecia-.

A garota era Paloma, que presenciava tudo.

Anos depois, ela conhecia um passado arrancado de sua consciência.Como aquele poderia ter feito aquilo?

__Ajude minha mãe, monstro!-suplica a garota-

__Vou ajuda-la.-tirando um revolver do bolso-

__Não, pelo amor de Deus.

Nesse instante alguém entra, acudindo a garota.

A menina de 19 anos era testemunha, ocular, de uma desgraça, anunciada.Via seu pai assassinar, sua mãe, grávida de sete meses.A cena era demoníaca.Com as forças providenciadas de um lugar alem, a garota conseguira dominar o monstro...com uma barra de ferro na cara, rasgando-lhe um dos olhos e transfigurando seu rosto.Aquele momento era ultimo.A imagem formada em seu cérebro, desencadeou numa fuga psicogênica.Um passado, que aos quarenta anos, voltava-lhe, contudo.

__O que você esta fazendo aqui, desgraçado!

__Eu sou seu pai, Jhezzabel!

__Saia daqui!-ordena Sergio, tentando minimizar a situação-.

Escrito por Elvis Cley às 17h51
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...

__Você sabia Sergio.Você esteve lá, no dia.Por que você não me contou?

Paloma, buscara por muitos dias, durante anos, saber de seu passado.Mas ninguém sabia.Jhezzabel era da periferia carioca, mais uma  garota analfabeta incontabilizada pelo registro do governo.Sua existência era tão significante quanto sua não existência.

__Eu te amei, calada, todos esses anos.Tinha vergonha de me envolver com você.Eu sentia algo inesplicavel quando me aproximava de você.

__Foi ele o culpado de tudo, minha filha.Eu briguei com sua mãe por causa que do pai dele, Pedro Silva Vieira Pratão, ele havia me dito que vocês estavam de safadeza e que iriam fugir.

__Sergio você era rico!Como um homem tão rico como você pode virar jardineiro?Porque você era jardineiro quando chegou aqui pedindo emprego para minha protetora e amiga, Yara Zirddanhe.

__Eu deixei tudo, para me casar com você.Quando te encontrei, descobri que você não era mais Jhezzabel, a garota amada que eu havia deixado no hospital, já era uma grande atriz, apadrinhada por ninguém menos que Yara Zirddanhe, uma das maiores atrizes brasileiras.Você havia esquecido tudo aquilo.Não tive coragem de lembra-la, daquela tragédia.

__E por que continuou aqui?

__Meus pais expulsaram-me de casa.Mais há muito que voltamos a nos entender.Só que eu não consegui deixa-la.

__Ele é culpado minha filha.-ajoelhando-se aos pés da filha-

__Você é um monstro.

__Foi você que pintou esse monstro -reage o velho-

__Aquele dia eu devia ter te matado, com aquela barra de ferro.Por que você veio me procurar depois de tantos anos?

__Por que não podia procura-la.Estava na cadeia.

__E o que faz aqui?

__A primeira coisa que fiz ao sair da cadeia foi te procurar, para te pedir perdão.Você esta na televisão minha filha!Você hoje é uma grande mulher, meu orgulho.Eu não poderia morrer sem beijar-la.Já estou velho demais.Meus dias estão contados.Peguei AIDS na cadeia, estou com pneumonia.

O velho moribundo dava pena.

Escrito por Elvis Cley às 17h51
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Tudo o que havia construído deixara de existir...na presença daquela eminente verdade.Toda uma vida, idealizada, desfigurava.Arrependia-se de não ter amado, pensando no que eram seus pensamentos, não sabia mais o que era.

Um ódio fulminante segava seus olhos.Olhos  que encharcados diariamente durante anos por uma ilusão desgraçada e por um vazio aterrorizante, materializavam o diabo vindo abraça-la.

__Eu sabia que você me perdoaria.-abraçando Paloma-

__E por que não papai?Vivenciando anos com o senhor, sei que as coisas são imutáveis.

A linda mulher fixa suas garras no pescoço do velho rabugento, sufocando-o até morrer...

__Desgraçado!Você acabou com tudo o que eu tinha, e agora volta do inferno pra mostrar que sou uma mentira.Diabos!

Toda a vida que inventara perdera sentido.A realidade havia decepado sua força, sua vida.

__Paloma, meu amor.

__Sergio eu te amei, te amei muito...não faz mais sentido.

Paloma, olhava o céu.Aproximou-se da sacada, olhou para baixo...e pulou!

__Meu Deus!-grita Sergio-

Do alto, todos viam, entre as folhas...uma mulher fatal, estraçalhada.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Escrito por Elvis Cley às 17h50
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25/05/2006


Amor Ilusionista

 

Uma voz abalada pelo desespero e opressão grita dentro de mim, pedindo liberdade.Sinto-me frágil e imprestável, às vezes sinto-me como um desastre humano, o pior de todos os seres.

Aos anjos hoje suplico!Preciso ser amado.A minha ultima esperança são as estrelas que brilham na imensa escuridão de minha alma.O amor exerce uma força de atração e repulsão.Eu mesmo não consigo explicar.

O que não me é permitido negar, se diz a necessidade de amar.Um amor que pra mim seja perfeito, mesmo não sendo, um amor ilusionista.Talvez de mim, para meu eu interior.Que seja!

Querubins ouçam minhas preces.Acertem-me as flechas do cupido, fazendo-me amar.Deus foi generoso comigo quando me deu o bem maior, a vida.Mais agora que vivo, preciso que seja favorável a minha felicidade.

O desejo que desperto em meus anfitriãs, já não me é satisfatório.Pareço mais um objeto de cobiça insaciavelmente instigado por seres patéticos, insuficientes e arrogantes de forma a ser estudada pelos mais filosóficos sentimentos, que não sou capaz de sentir, nem mesmo por mim.

 

 

 

Escrito por Elvis Cley às 10h56
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13/03/2006


Constelação

O olhar que penetra, a atração corporal imortal, o medo que destrói a sedução que liga e a paixão que segura, eu e você.

Nada existe, tudo resiste a nós dois.Tudo se redime, a força que nos liga é sublime e altiva.Alto, baixo planalto, depressão... igualam-se diante de meu olhar central.

Em algum momento de delírio vejo nós a sós.O que há entre o céu e a terra?Uma constelação de luxuria e volúpia, dois corpos incandescentes vorazes pela chama da paixão.

Você existe, o resto desisto ou duvido nesse instante que tenha tanta importância!Duas bocas, uma vontade.Duas estruturas e uma só coluna de sustentação.

A física talvez tente explicar o que sentimos um pelo outro, há ação e reação.Medo e desejo capazes de alavanca algo esplendido entre você e eu.

Tornar-se-á amor?Amarás-me eternamente?Pouco importa nesse instante de inconsciência instantânea.

O que quero esta objetivamente estampado em meu olhar insistente.Tem tudo o que há de perfeito dos pecadores do Éden.

Não é admirável, sim indagável, por tamanha esplendida inequação.

Não desperta afeto... e sim paixão!Amor.

Não consome pensamentos...faz me sentir sedutor incapaz de controlar meus anseios.

Constelação.

Despido pelas garras do pecado estou...tesão formidável que me leva ao prazer invejável, ao extremo do gozo humano as garras de seu poder intransigente.

Nossa paixão, fora de qualquer decência e medo nos conserva em  destaque.Somos eu e você.Eu e você...apenas dois corpos capazes de transformar um mundo numa só coisa...

O que faz isso não é apenas uma estrela, mais sim uma constelação de beleza, paixão, desejo, sedução e volúpia de um desejo inimaginável.

 

Elvis Cley Matos Almeida

28/01/2006

Escrito por Elvis Cley às 19h32
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A paisagem

Imensos rios e pequenos riachos surgem ao longo do foco da retina, rodeados de belos pássaros que livremente encantam seus amores e a nós próprios.Cartão postal da alma.Lugar de prazer profundo e de paixão sublime.

Tudo se enreda; rodeado pelos grandes feitos naturais encontra minha ilusão, minha paixão, meu amor!A imensidão torna-se dispersa e a pequenez diversa, os troncos folheados lisonjeio; ali estando o ápice de tudo que quero e amo.

Harmonia há no olhar...como nos dias que observo o por do sol, sonhando longe em perfeita sinfonia.O olhar se completa no horizonte diante de meus olhos, na imaginação e na concretização deste diante de meu olhar.

Sua pele, sob o sol de verão, torna-se desejável como a maçã vermelha...despertando calor e tesão, comparando ao que sentimos a saborear a surpreendente fruta.Nosso olhar cruza-se, eclusa e despeja desejo como um filete de água na foz de um grande rio.Esse rio tem quantias incontáveis de riachos, sendo estes denominados conforme minha promiscua imaginação e desejo.

Nossa aproximação acontece como o dia e a noite, ao termino da experiência de mais um dia.Assim como a grande estrela e apaixonante satélite, namorando desde o entardecer, chegando a paisagem louvável do anoitecer.O medo extremoso de não ter-lhe vai-se com o ultimo raio de sol e completa-me com o brilho lunar da paixão correspondida.A noite nos ama, eu te amo.

O céu e a terra, o mar e a praia, os peixes e as águas o universo e as galáxias, todos tocados pela imensa paisagem da qual ambos estão em harmonia fundamentalmente posicionados.

 

Elvis Cley Matos Almeida

28/01/2006

Escrito por Elvis Cley às 09h33
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Indagação

A indecência do que vejo ser, não se pode comparar a que provavelmente irei ter se no decorrer de janeiros alcançados, continuar a acumular. A mentira da vida torna tudo um sonho inadimplente do que fomos e somos. A arrogância do desejo não correspondido torna a alma inconscientemente ofuscada. Ao visto do que se vê, os olhos estão carregados de belas imagens desejadas e repugnadas. O ódio da alma me transforma num suicida pacifico que todo o dia após o romance assistido vê que nem de desgraças como as acompanhadas, sua vida consegue empolgar. O drama infernal entre eu e eu mesmo parece muito alusivo aos meus pensamentos, para ter importância a alguém, ate mesmo à gloriosa Divindade Eterna. Descrever o amor, e sentir ilusão, mediante a solidão da vida é o mesmo que desejar o fogo da paixão e sentir apenas um apreço não correspondido. Tudo está perfeitamente diluído, se houver uma inútil repressão vulgar. A vida vaia a cada momento mal vivido, desperdiçado ou não visto. A atitude da vida, que tive apenas quando dei o primeiro respiro ao nascer, falta em mim hoje. A indecência do meu espírito pessoal incomoda mais que os discursos moralistas dos “caras” da capital... Talvez hoje crie vida!Crie algo importante, não continue comum e inerte e indecente comigo mesmo. Quem sabe vou parar e agir; refletir já não é mais uma boa sugestão..., a vida às vezes se cansa com isso!O tempo não para. Indago e digo tudo o que disse pode não fazer o menor sentido!Conclui, após uma reflexão...

Escrito por Elvis Cley às 09h31
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